João Monteiro · Artista plástico

Cor, memória e silêncio em movimento.

Obras originais pintadas em Portugal. Encontros entre música, paisagem, arquitetura e experiência humana.

Composição de João Monteiro com formas arquitetónicas, marítimas e musicais
Imagem de abertura · João MonteiroFora do catálogo disponível

Catálogo · 2023 a 2026

Obras selecionadas

Uma seleção do trabalho recente de João Monteiro.

17 obras

Vendida ou indisponível para venda

Mertolâmica

2026 · Acrílico sobre tela

100 × 80 cm

Muitas Vezes em Campolide

2026 · Acrílico sobre tela

100 × 80 cm

Silêncios entre Notas

2025 · Acrílico sobre tela

80 × 60 cm

Silêncio das Notas

2025 · Acrílico sobre tela

80 × 60 cm

Silêncios VII

2025 · Acrílico sobre tela

73 × 54 cm

Silêncios e Natureza

2025 · Acrílico sobre tela

70 × 60 cm

Ruídos Estivais

2025 · Acrílico sobre tela

60 × 70 cm

Tempestade

2026 · Acrílico sobre tela

90 × 60 cm

Quase Férias

2025 · Acrílico sobre tela

90 × 70 cm

Peixe no Sapato

2025 · Acrílico sobre tela

70 × 100 cm

Duro I

2024 · Acrílico sobre tela

60 × 70 cm

Verão Atribulado

2024 · Acrílico sobre tela

70 × 60 cm

Anoitecer Africano

2024 · Acrílico sobre tela

90 × 60 cm

Barco sem Vagas

2024 · Acrílico sobre tela

80 × 80 cm

Duro III

2024 · Acrílico sobre tela

60 × 70 cm

Músico de Tuba em Filarmónica, Séc. XIX

2023 · Acrílico sobre tela

60 × 70 cm

Sofá Incómodo

2023 · Óleo sobre tela

50 × 70 cm

Sobre o artista

Entre figuração e abstração, João Monteiro constrói uma linguagem onde a cor ocupa o primeiro lugar e transforma memórias, música, lugares e gestos em matéria pictórica.

01

Biografia

João Monteiro nasceu em Lisboa, em 1957, numa época em que a vida urbana ainda revelava os ritmos do campo. Durante mais de quatro décadas, dedicou-se a uma carreira exigente no mundo financeiro, sem nunca abandonar o chamamento íntimo do desenho e da pintura.

Com o encerramento dessa etapa, conquistou a liberdade de gerir o tempo sem a exigência dos prazos. Era essencial desligar-se do stresse e libertar a ansiedade da vida profissional. Dedicou-se então, de corpo e alma, aos projetos adiados: o desenho e a pintura ressurgiram como território de liberdade e navegação criativa.

A interação e a aprendizagem com outros artistas levaram-no a frequentar a Nextart e a Sociedade Nacional de Belas Artes, participando intensa e continuamente em formações breves e cursos prolongados.

Com simpatia e mente aberta, encontra uma empatia natural entre os seus pares e valoriza profundamente o diálogo no meio artístico. Os debates sobre métodos, temas e estéticas alimentam momentos de excelente inspiração.

Apresentou o seu trabalho em diversas exposições coletivas, sobretudo em espaços alternativos e galerias independentes de Lisboa e arredores.

02

Declaração de artista

Inicialmente, o grafismo do desenho deu-me asas para diluir o nevoeiro do caminho. Colocou-me perante vários horizontes e, atraído pelos rostos e pelas cores, comecei a explorar a expressão artística, traduzindo emoções e narrativas em pequenas telas, quase sempre a óleo e centradas na forma humana.

Aventurei-me também em formatos maiores, no acrílico, sem nunca me desligar da pessoa e da sua individualidade. O desenho de modelo proporcionou-me a exploração e integração de novas técnicas e uma renovada fluidez, ampliando a minha linguagem e dando-lhe luminosidade.

Noutro momento, de forma espontânea e intuitiva, encontrei a pintura abstrata, um território onde a cor molda o estilo e o gesto, dando-lhe autenticidade. Nesta expressão, cativa-me a transcendência das formas, quer pelo convite a entrar na imaginação, quer pelo espaço que abre à liberdade de reinterpretação de quem vê.

Contudo, a pintura figurativa continua presente na minha expressão, dando forma visível ao que encontro nos pensamentos e na música. Sem estar absolutamente vinculado à reprodução fotográfica, a cor continua a ocupar o primeiro lugar nestas matérias e objetos.

Tudo isto acontece sem dar evidência às sombras, para que seja lido e visto de forma clara.

A experiência abstrata teve de amadurecer no desenho e abrir caminho a outros temas, formas e pretextos, permitindo-me ir mais longe, sem os limites anteriores e com novas influências.

Ao expor para que outros desvendem o mecanismo dos sonhos, terei realizado uma das principais ambições do meu trabalho: ser mais um farol mágico em percursos e pensamentos.
Quase Férias, obra de João MonteiroJ · 01

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